segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Futuro inesperado

ANGÚSTIA
Quando
Some o chão à revelia
Se dissipa a alegria
E o silêncio asfixia
Eis que
Se emprenha (torpemente)
 a poesia.


sábado, 20 de setembro de 2014

O tempo. E o minimalismo.


 "Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso Tempo, tempo, tempo tempo".
Então é assim, férias se aproximando, carro batido, vontades mil. Sem mais.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Ando bocejando a torto e a direito.

Coisa que gosto bem é dormir. Apagar. Acordar no fim da manhã. Talvez seja porque eu não durma tanto. Durmo entre meia-noite e 1 e meia. Acordo, depende, entre seis e meia (quando levo os meninos na escola, ou seja, quase todos os dias) e nove horas, já que tenho que ler jornais, estudar, lavar louças nos dias que a empregada não trabalha (terça e quinta, mais precisamente). Geralmente não tenho problemas pra pegar no sono. Ainda mais quando leio um livro mais chatinho e me pego piscando e relendo várias vezes o mesmo parágrafo até perceber que não tenho nenhuma condição de ler coisa alguma. Contradição é que também gosto da sensação de levantar cedo e "aproveitar" o dia. Vai contra meu relógio natural notívago, bem verdade. Mas c'est la vie. Pena que não posso romper noites afora sob o estado da doce embriaguez. C'est la vie...

domingo, 10 de agosto de 2014

Sofrendo com o Galo no plantão. Novidade... e é gooooooool enquanto eu escrevia essas linhas. Nóis sofre mas nós goza, já dizia o outro. Acaba, jogo, acaba...

sábado, 26 de julho de 2014

Chuvinha chata

Chove e eu me sinto só, chove e eu me sinto tédio, chove e eu queria não estar, principalmente em um plantão, chove e eu queria sexo, chove e eu queria videogame, chove e eu queria cama, chove e eu queria mais, chove e eu queria praia, chove e eu queria sol, chove e eu queria grito, chove e eu queria paz.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

sábado, 24 de maio de 2014

Assim assim

Então? Escrever sobre o que? Quem quer saber? A quem interessa? Não há nada que eu queira transbordar por aqui: sentimentos, impressões, filmes, vida. Motivação zero. Por aqui a vida vai assim assim, a vida não piora (ainda bem) e não melhora (...), as viagens não acontecem e as prospectivas são frouxas. Tenho de agradecer tudo que tenho, família e saúde primordialmente. Não, não estou deprimido, hoje ainda quero ver a final da Champions League entre o Atlético de Madrid e o Real Madrid. As coisas ainda me interessam, acho que a motivação para escrever é que falta. Mesmas coisas, não? Dou voltas e chego a lugar nenhum. Calo-me, então.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Gabriel García Márquez

Triste não é exatamente a palavra que vou usar para definir meu sentimento sobre a morte do grande escritor colombiano. Afinal, ele já tinha 87 anos, viveu muito, escreveu muito. E como escreveu! Li muitas coisas dele e coincidentemente estou lendo um livro dele agora, o El general en su laberinto, sobre o Simón Bolívar,  em espanhol. Difícil dizer qual leitura de seus livros eu gostei mais. Seja Cem anos de Solidão ou O amor nos tempos do cólera, passando pelo quase-romance ou quase-conto Memórias de minhas putas tristes ou ainda O veneno da madrugada. Sempre a chuva, sempre o interior da América Latina, sempre o poder ditatorial, sempre esse sentimento de que as coisas são um ciclo, infelizmente um ciclo de frustração. Mas há o amor, que se nem sempre redime, nem sempre prospera, mas ajuda a viver, pelo bem ou pelo mal. E tome um trecho belo d'O amor nos tempos do cólera: "Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a esse artifício conseguimos suportar o passado". 

sábado, 5 de abril de 2014

Páginas e goles

Não preciso de muito: tempo pra ler, tempo pra beber. Ler, prazer infinito. Beber, alcançando meu estado preferido, aquele em que entro em harmonia com o mundo e com as pessoas. Apesar do dito acima, meu lugar preferido não seria um bar-biblioteca. Pois o beber não se coaduna com o ler. Um é a vida social, o outro a anti-social. Talvez apenas angariando informações pras conversas no bar. Antes delas se derreterem convertendo-se  em mulheres e baixezas que me recuso a comentar. Até que leio muito. Mas bebo muito pouco. De modo que minha vida precisa equilibrar-se. Mais álcool, please.

sábado, 8 de março de 2014

Constatação

Talvez eu devesse mudar o nome desse blog para "queria". É o verbo mais usado de longe por aqui...

Sábado e tédio


Queria pintar como o cearense Antonio Bandeira. Queria viajar muito pra tirar muitas fotos, lugares de tirar o fôlego. Natureza e nada mais.

Queria ter uma bomba anti-tédio, acelerando o tempo desse sábado de plantão que não finda. Queria muitas coisas, as mesmas coisas, e se embriagar é sempre  um modo válido de se vingar dos sonhos não realizados. Um brinde!

terça-feira, 4 de março de 2014

Preguiç...

Às vezes uma preguiça mortal se apodera de mim. O tédio engole qualquer desejo mais saidinho. O nada desabrocha-se e espraia dappertutto. Se houvesse um mar à mão (ou ao pé) iria com prazer ( e preguiçosamente) ver as ondas quebrarem na praia. O vai e vem talvez me fizesse cochilar. Mas não há mar por aqui. Há só tédio e preguiça alastrando por minha cabeça, tomando meu corpo numa valsa sem música.

sábado, 1 de março de 2014

Do fim da dieta (a maldita)

Amanhã volto aos doces. Pães, também. Biscoitos e frutas. Bebidas alcoólicas. Tudo ser-me-á permitido. Maldita dieta. Mas perdi alguns quilos. Agora, é tentar me controlar. Doces, só no fim de semana. E sem exageros. Vamos ver se dá certo. Pretendo também dar um reforço na atividade física. E vamos trabalhar em dobro, já que é carnaval...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Sonhos consumistas CXX

                                 De boa? Queria ter um desse aí....

E essa teteia também:

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Saudades do Rio de Janeiro


Vem assim, súbito, como uma pontada. E me vem o Rio em toda sua beleza me entorpecendo de vida e possibilidades em forma da saudade mais pura e pungente. O Rio que eu gosto, do centro, da zona sul, de Santa Tereza, dos bares e mais bares, da embriaguez, dos bons restaurantes, dos teatros, da noite infinda, perambulando por Copacabana, sentindo-me melhor do que sou, potencializando minhas qualidades e meu bom humor. Rio sem assaltos, sem bala perdida, sem bueiros explodindo, sem trânsito parado, sem enchentes que travam a cidade, Rio de fim de semana, Rio de turista. Meu Rio de faz-de-conta.Cruzando com celebridades, vendo a história do país in loco, fazendo minha a poesia do Buarque: " Cidade maravilhosa, és minha/ o poente na espinha das tuas montanhas/ quase arromba as retinas de quem vê".
Saudade do meu Rio. Quem sabe não te visito em breve?

sábado, 18 de janeiro de 2014

Ócio e capitalismo

Plantões de 12 horas são cansativos, claro. Mas nessas 12 horas trabalha-se relativamente pouco. Claro, cansativo do mesmo jeito. Daí vem o ócio. Às vezes estudo, outras tangencio. E me vem vontades consumistas: passagens de avião, carros, computadores, kindle, cds,dvds,livros, o diabo. O capitalismo é infernal. Dinheiro não há, mas por vezes sucumbo. Não tem nada melhor pra pensar não, ó cabeça airada!? Pior é que não: escrever esse texto...

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Início de ano

Preguiçosamente. Ressaqueosamente. Ouvindo Radiohead a caminho do plantão (que é infindável). Primeiro dia do ano, em nada diferente  de qualquer outro dia. Aliás, singular, como qualquer outro dia. Radiohead abre bem qualquer manhã. No promises. Manhã de sol, bons presságios. Leve ressaca. Água, acqua, eau. Meu amor dorme. O mundo dorme. Não reclamo a vida, abro os braços e fazemos um país, lembro da música. Apesar de tudo, apesar do mesmo, há uma esperança que não me abandona. Vivamos.