sexta-feira, 25 de abril de 2014

Gabriel García Márquez

Triste não é exatamente a palavra que vou usar para definir meu sentimento sobre a morte do grande escritor colombiano. Afinal, ele já tinha 87 anos, viveu muito, escreveu muito. E como escreveu! Li muitas coisas dele e coincidentemente estou lendo um livro dele agora, o El general en su laberinto, sobre o Simón Bolívar,  em espanhol. Difícil dizer qual leitura de seus livros eu gostei mais. Seja Cem anos de Solidão ou O amor nos tempos do cólera, passando pelo quase-romance ou quase-conto Memórias de minhas putas tristes ou ainda O veneno da madrugada. Sempre a chuva, sempre o interior da América Latina, sempre o poder ditatorial, sempre esse sentimento de que as coisas são um ciclo, infelizmente um ciclo de frustração. Mas há o amor, que se nem sempre redime, nem sempre prospera, mas ajuda a viver, pelo bem ou pelo mal. E tome um trecho belo d'O amor nos tempos do cólera: "Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a esse artifício conseguimos suportar o passado". 

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