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sábado, 28 de março de 2015

A pergunta quando descobri a obra do cantor italiano Piero Ciampi neste ano foi: por que diabos eu nunca soube desse cara? Um autêntico maledetto, embrenhado em álcool, poesia, solidão e problemas, muitos problemas. Pode cantar uma melodia que Roberto Carlos assinaria, mas com uma qualidade de letras em forma de crônica dos derrotados , sei lá, de um Leonard Cohen, de um Adoniran Barbosa. Sua voz pode ser romântica, mas adoro quando traz uma ironia sorrindo em pura dor. Pena que morreu cedo, com 46 anos, com câncer na garganta, em 1980. Na música italiana, vejo um parentesco com o Paolo Conti. No disco Piero Ciampi, de 1971, há obras primas en sequence. Tudo quase triste, mas há aquele riso e há o vinho. E, como ele cantou em Il natale è il 24, falando de idas ao bordel:

Sento,
quelle volte che non pago,
che rimane pure amore
per un'ora.

(Sinto, naquelas vezes em que não pago, que fica mesmo amor por uma hora).

E la vita va così...


sábado, 9 de novembro de 2013

It's not only rock'n'roll. But I like it.

O que ando escutando? Muitas coisas novas. Começo com a grande novidade:

Nunca tinha ouvido falar dessa banda. Mas é com certeza um dos melhores discos do ano. Ótimos instrumentistas (principalmente guitarra e bateria) e muito rock'n'roll. Nada muito inventivo, mas extremamente bem executado. 

O novo do Arctic Monkeys é muito bom. Menos rock do que os anteriores, alguma coisa de som negão tocado pelos branquelos ingleses. Mistura improvável e certeira. As letras continuam ótimas.

Outro grande disco nesse ano é esse acima. Sonoridade soturna e letras ídens . Nick Cave é um artista ímpar. Como Tom Waits também o é. Destaque para a maravilhosa e apoteótica Jubilee Street.