sexta-feira, 1 de maio de 2015

De la musique

Ando escutando sem parar o novo do Blur, The Magic Whip. Grande surpresa, o disco é sensacional, todo ele. Desde já, um dos melhores do ano.

Nick Cave tem rodado também. The Kinks, dois álbuns: Face to Face (1966) e The Kinks Are the Village Green Preservation Society (1968). Clássicos. Blondie, principalmente o primeiro. Sound & Color, do Albama Shake é outro disco alvissareiro. No mais, músicas italianas e francesas. De brasileiro, adorei o Nação Zumbi, da Nação Zumbi. Achei o melhor trabalho deles (sem contar o Chico Science, né?). E é isso aí.

sábado, 28 de março de 2015

A pergunta quando descobri a obra do cantor italiano Piero Ciampi neste ano foi: por que diabos eu nunca soube desse cara? Um autêntico maledetto, embrenhado em álcool, poesia, solidão e problemas, muitos problemas. Pode cantar uma melodia que Roberto Carlos assinaria, mas com uma qualidade de letras em forma de crônica dos derrotados , sei lá, de um Leonard Cohen, de um Adoniran Barbosa. Sua voz pode ser romântica, mas adoro quando traz uma ironia sorrindo em pura dor. Pena que morreu cedo, com 46 anos, com câncer na garganta, em 1980. Na música italiana, vejo um parentesco com o Paolo Conti. No disco Piero Ciampi, de 1971, há obras primas en sequence. Tudo quase triste, mas há aquele riso e há o vinho. E, como ele cantou em Il natale è il 24, falando de idas ao bordel:

Sento,
quelle volte che non pago,
che rimane pure amore
per un'ora.

(Sinto, naquelas vezes em que não pago, que fica mesmo amor por uma hora).

E la vita va così...