sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Things change: bullshit.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Nhéca!
Linda a loira do carro ao lado. Não dá para passar despercebida. Enquanto a contemplo,na solidão do meu carro, ela, na sua redoma de beleza e inalcançabilidade, tira-me uma senhora e gorda meleca de seu belo nariz. Não obstante tal gesto indicativo de que seja mortal e não apenas deusa, ela categoricamente me dá um senhor peteleco na meleca, arremessando-a metro para lá. Ainda bem que não foi no meu carro. E ainda bem que os automóveis são territórios soberanos e nos deixam invisíveis. Não é?
Sobre formigas e relatividade
- Johnny, você se considera um cara legal?
- Putz... sei lá, sou meio suspeito pra falar isso, não? (risos). Olha só, se você perguntar pra minha mãe, com certeza sou! (mais risos). Agora, se perguntar pros meus filhos e minha mulher, ainda vou ter um bom conceito, espero... Pros amigos de bar, com certeza acho que tenho alguma consideração. No trabalho, não sei. Mais pra sim do que pra não, imagino. Agora, se você perguntar pras formigas, acho que elas me considerariam pior do que o Hitler ou Stálin...
-Você não gosta de formigas?
- É... podemos dizer quer foi um trauma de infância: sentei num tronco em que tinha um formigueiro. Imagina o resultado....
-Acontece...
- Pois é, mas acho que meu lado mau se reflete nas formigas. Torturas, inclusive.
-Jura?
- Pois é. Já queimei milhares, travei batalhas inesquecíveis, um Saddam Hussein da vida, sádico, cruel...
-Quem diria... E algum outro ódio?
-Não, não. Detesto pernilongos, mas nada que se compare às formigas. Aliás, no momento estou em plena guerra: invadiram minha casa. Mas ando sem tempo pra me dedicar aos combates e artimanhas mais elaboradas. Mas voltando à sua pergunta, no geral me acho legal. Mas isso é relativo.
- Então, vamos pra próxima questão:
- Putz... sei lá, sou meio suspeito pra falar isso, não? (risos). Olha só, se você perguntar pra minha mãe, com certeza sou! (mais risos). Agora, se perguntar pros meus filhos e minha mulher, ainda vou ter um bom conceito, espero... Pros amigos de bar, com certeza acho que tenho alguma consideração. No trabalho, não sei. Mais pra sim do que pra não, imagino. Agora, se você perguntar pras formigas, acho que elas me considerariam pior do que o Hitler ou Stálin...
-Você não gosta de formigas?
- É... podemos dizer quer foi um trauma de infância: sentei num tronco em que tinha um formigueiro. Imagina o resultado....
-Acontece...
- Pois é, mas acho que meu lado mau se reflete nas formigas. Torturas, inclusive.
-Jura?
- Pois é. Já queimei milhares, travei batalhas inesquecíveis, um Saddam Hussein da vida, sádico, cruel...
-Quem diria... E algum outro ódio?
-Não, não. Detesto pernilongos, mas nada que se compare às formigas. Aliás, no momento estou em plena guerra: invadiram minha casa. Mas ando sem tempo pra me dedicar aos combates e artimanhas mais elaboradas. Mas voltando à sua pergunta, no geral me acho legal. Mas isso é relativo.
- Então, vamos pra próxima questão:
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Frases curtas
Escrevo frases curtas. O twitter seria ideal para a minha escrita, mas tenho preguiça. Gosto de poemas curtos, salvo os de Pessoa. Drummond também, vai. Repito um dos meus poemas preferidos, do Giuseppe Ungaretti, em que o título já faz parte da poesia:
MATTINA
M’illumino
D’immenso.
M’illumino
D’immenso.
Se um dos meus poemas chegasse perto desse... Volto as frases curtas, pois meu pensamento é curto e confuso. Com frases curtas, ele fica mais inteligível. Questão de coordenação e subordinação: não sou coordenado e tampouco subordinado. Daí, frases curtas. Por incompetência. Sempre invejei escritores descritivos. Sou péssimo em descrições. Sou mais subjetivo, entende? Mais sinestesia. Mas gosto da concisão de um Graciliano Ramos. Ao mesmo tempo, encanto-me com os floreios subjetivos de Caio Fernando Abreu e Clarice Lispector. Há de se ter muitos gostos. Como gosto de uísque, vinho, champanhe, saquê ou dry martini. No problems. Além das frases curtas, alguém já deve ter notado, adoro as reticências, sugerindo sempre algo mais...
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Tipo
Tipo crise, tipo tédio, aperto de mão sem firmeza, desejos fugidios, vontades desencontradas, sonhos inatingíveis. Tipo isso ou tipo aquilo, regime que não funciona, estudos que me fazem perder tempo, estudos que deveriam ser mais disciplinados, videogame que toma meu tempo. Tipo vício em chocolates e tudo de doces: não adianta explicar essa paixão à uma nutricionista- frígidas gastronômicas. Leituras continuam, verdadeiro mito de Sísifo: quanto mais se lê, mais se tem pra ler. O mesmo vale para o conhecimento. E o sexo? Meto o sexo onde não deveria. Acho que dá margens a comentários maldosos. A música salva. Tipo escutar um Piazzolla. Não vejo a hora de chegar em casa e me afundar no videogame. Tipo vício. Tipo crise.
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